O pinguim
Bom-dia, pinguim
Onde vai assim
Com ar apressado?
Eu não sou malvado
Não fique assustado
Com medo de mim.
Eu só gostaria
De dar um tapinha
No seu chapéu jaca
Ou bem de levinho
Puxar o rabinho
Da sua casaca.
Quando você caminha
Parece o Chacrinha
Lelé da caixola.
E um velho senhor
Que foi meu professor
No meu tempo de escola.
Pinguim, meu amigo,
Não zangue comigo
Nem perca a estribeira.
Não pergunte por quê,
Mas todos põem você
Em cima da geladeira.
MORAES, Vinicius de. Retirado de: http://letras.terra.com.br/vinicius-de-moraes
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